January32014
December262013
6PM
5PM
December92013
9emeart:

Corto a la porte
Pratt

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Corto a la porte

Pratt

December72013

Blue hair girl

O elevador do Estadão está meio que cheio, descendo no meio da tarde. À minha frente e de costas para a porta, um sósia do Lou Reed. Acho que entrou no quarto andar. Ficou de frente pra mim.

Eu vinha do sexto, assim como o grupo que estava no fundo, atrás de mim. A líder era a moça de cabelo azul que eu via pelos corredores de vez em quando, quase sempre com a pequena matilha no encalço.

Ela começa a cantar Take a Walk on the Wild Side. O grupo e eu começamos a rir. O problema é que eu estava barriga a barriga com o Lou Reed, eu quase às gargalhadas e ele fumegando.

Saí primeiro, ainda rindo. Pensei em agradecer à moça que fez meu dia valer, mas não olhei pra trás. Fumei meu cigarrinho, pensei em escrever essa história algum dia e voltei pra redação.

Lou Reed morreu uns oito dias depois.

… .

Nem sei o nome dela. Nem ela, presumo, o meu.

(Gostei dessa. Dá pra transformar em haikai:)

Nem sei o nome dela.

Nem ela, presumo,

o meu.

(Não. Previsível demais e desbalanceado. Topheavy. Deixa pra lá.):

Desde nossa primeira micromanifestação de rua (Um Brinde a Nenê Romano), trago no bolso aqueles cartõezinhos do Mundo Invisível/Red Umbrella Brasil. Os mesmos que eu havia distribuído às garotas e às travestis da Augusta e do centro.

Um dia desses, abordei a moça de cabelo azul. Lembrei a história do elevador, disse que ela merecia respeito. E entreguei um cartão. “Dá uma olhada.”

Ela é que me abordou, dias depois. “Que que é aquilo que tu me deu?”

Cáspite! Mais uma gaúcha! (ou minha memória me trai?)

Estou correndo, claro. Trabalho com noticiário financeiro em tempo real - e tempo eu não tenho, ele pertence ao maldito mercado. Gesticulo com o cigarro apagado e aponto a saída.

“Por que é que tu me deu aquilo? É um jornal de prostitutas.”

Respondo: “Take a Walk on the Wild Side.”

E digo que é exatamente isso, um jornal de putas. Falo sobre a violência, o preconceito e o estigma sofridos pelas trabalhadoras do sexo, sobre a proposta de legalização da profissão e sobre nosso movimento. Destaco a perspectiva feminista da coisa. Tudo rapidinho, que eu tô com pressa.

Um barbudinho da matilha parece levar o que eu digo mais a sério do que ela.

A moça do cabelo azul me olha com um olhar de desconfiança e censura que lembra minha irmã Patrícia aos 15 anos, quando eu esquecia um baseado em cima da escrivaninha ou fazia alguma coisa bizarra, como ler Rimbaud em voz alta ou ouvir Vapor Barato dez vezes seguidas.

Sorrio ao lembrar dessas coisas. A moça do cabelo azul pensa que eu estou sorrindo por causa dela – ou pior, que eu esteja tentando seduzi-la. Véio sem vergonha!

Apago o cigarro no incensário de catedral e subo correndo. Meu tempo não é meu.

… . .

Não vi mais a moça que pensa que eu sou cafetão.

Vou chamá-la de Patrícia, provisoriamente.

Hello Patricia. Pleased to meet you. Hope you get my name.

November172013
November62013
pinupandfetish:

Elen Carine
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(via nakeart67)

10AM
nickturse:

Exclusive: The CIA, Not The Pentagon, Will Keep Running Obama’s Drone War 
Earlier this year, official White House “leaks” spread the word that it, in the interests of transparency, drone operations (that is, targeted killings) would be shifted from the CIA to the Department of Defense.  Turns out, that’s not going to happen.  Foreign Policy reports that “the complexity of the issue, the distinct operational and cultural differences between the Pentagon and CIA and the bureaucratic politics of it all has forced officials on all sides to recognize transferring drone operations from the Agency to the Defense Department represents, for now, an unattainable goal.”

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Exclusive: The CIA, Not The Pentagon, Will Keep Running Obama’s Drone War

Earlier this year, official White House “leaks” spread the word that it, in the interests of transparency, drone operations (that is, targeted killings) would be shifted from the CIA to the Department of Defense.  Turns out, that’s not going to happen.  Foreign Policy reports that “the complexity of the issue, the distinct operational and cultural differences between the Pentagon and CIA and the bureaucratic politics of it all has forced officials on all sides to recognize transferring drone operations from the Agency to the Defense Department represents, for now, an unattainable goal.”

October252013
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